segunda-feira, 23 de março de 2009

Monólogo de um amor cantado

Queria escrever, mas não sei muito bem o que quero dizer, meus pensamentos estão bagunçados, embaralhados, quem sabe até de ponta cabeça. Queria escrever sobre músicas, sobre sentimentos novos, sobre a falta de ideologias e eu “quero uma ideologia para viver”, pensei em escrever sobre lágrimas presas na garganta, mas está tão difícil tudo isso. Pensei em ouvir algo, necessitava ouvir algo, não sei muito bem se seria música ou um eu te amo seu, o fato é que revirei a pasta de musica os CDs guardados em meio a bagunça do meu coração e cheguei a conclusão que Bethania talvez me dissesse o que queria ouvir.“Feito louca alucinada e criança sentindo o meu amor se derramando”

Mas nem é de amor que quero falar, ou é?Deve ser da ausência de tudo, inclusive dele, ou seja de você. Sinto-me decadente, só não estou mais pela ausência de um dry Martini e de um cigarro entre os dedos, pois nos ouvidos já tenho um bolero: “Volta fica comigo, só mais uma noite, quero viver junto a ti, volta meu amor” Como é ruim dançar sozinho, bolero se dança à dois, algo tipo dois pra lá dois pra Ca, de preferencia numa dessas boates decadentes pra “decencia não nos ver”.Mas cadê você ?Queria tocar-lhe, te sentir nem que fosse com um bolero entre nós,queria impregnar-me do teu cheiro,te sussurar no ouvido:”O meu defeito é/foi te amar demais”.

Eu disse que não era de amor que queria falar,mas isso está impregnado,é inerente a mim.Preciso te ver e”Olhos nos olhos quero ver o que você faz?”Sei que o seu corpo reage ao meu, “olhos nos olhos quero ver o que você diz”.Me mandarias embora novamente ou pediria que ficasse para que estendessemos nosso bolero em meio a lençois?Durma comigo essa noite, diria.Eu como um bom tolo que sou, aceitaria mas no dia seguinte em meio as “travessuras das noites eternas”,”não saberia com que pernas deveria seguir”

“Você está vendo só do jeito que eu fiquei“?criando conjecturas em meu a sonhos.”Volta vem viver outra vez ao meu lado, não consigo dormir sossegado pois meu corpo está aostumado”.Como aprender a viver sem ti?São tantas as perguntas,nem gostaria de está-las fazendo, afinal não são respostas que quero.Já te disse não sei o que quero dizer, a minha única certeza é que meu amor é assim clichê ou brega caso prefira assim.Tentei não falar sobre “detalhes tão pequenos de nós dois “, mas “se um outro cabeludo aparecer na sua rua e isso lhe trouxer lembranças minhas a culpa é sua” que desmereceu o meu amor,fui e estou inteiro seu.Mentira,na verdade o que sou hoje são cacos, pedaços de mim que se agarram a um todo seu.Queria poder te dizer”esquece o meu amor vê se esquece”,mas estaria esquecendo a mim

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