“Eu tenho medo de te dar meu coração e confessar que estou em tuas mãos... eu me afasto e me defendo de você.”
Somos uma geração que dentre outras coisas mente sobre o que de fato sente. Foi surgindo em nós uma armadura que nos impede de dizer o que de fato sentimos. Nos é sempre aconselhado que omitamos o amor, que não o revelemos, não ao menos por um tempo, pois caso o ser amado saiba, logo agirá de forma diferente. E aí começa o jogo de esconde, esconde.
Nunca fui muito bom nisso e talvez por isso esteja sozinho e que por vezes estive na mão de pessoas (Ou deixei que eles pensassem que estava na mão deles). Quando gosto ou amo, não sei agir racionalmente, muito menos jogar. Não entendo amor como “um jogo de cartas marcadas”, se amo digo logo que amo, que quero, que gosto, que a presença do outro se faz necessária. Mais que isso,escrevo na testa que estou amando,afastando assim qualquer dúvida do ser amado ou de quem pretenda se aproximar de mim. Fico cego, só enxergo um palmo diante de mim quando nesse palmo está quem amo. A dedicação é completa, passo,lavo,cozinho,preparo o ser amado e quando menos espero, ele se vai dizendo que “o sonho/amor acabou e que não da pra ficar” assim mesmo, tipo letra de música dor de cotovelo.(Há quem diga que taurino é isso,prepara a terra para outro semear)
“Ah! Se eu ainda pudesse fingir que te amo”
Mas não acaba por aí,não basta só fingir que não ama,há de fingir-se também que não ama . Simples assim, NÃO AMO MAIS. Aquela pessoa que você conviveu por trezentos anos,comeu,dormiu, roncou, peidou,trepou,chupou,compartilhou músicas,filmes(não necessariamente nessa ordem).Aquela para o qual você jurou amor eterno,dividiu segredos,alegrias,lágrimas, enfim...essa pessoa, de um dia para o outro você não a ama mais, não pode amar mais,se o encontrar na rua convém trocar um educado, sonoro e seco “OI” e nada mais.Se os amigos lhe perguntam como você está ,aí você diz: muito bem, nunca estive tão bem quanto agora.O pior é que suas palavras se tornam ridículas diante da expressão do seu corpo, que a todo o tempo te acusa de mentiroso.E não é só o rubor da bochechas que mais parecem pintadas de carmim que te denunciam não.Seu corpo grita.
Confesso já ter feito isso e por vezes quão ridículo fui. Mas o orgulho me impedia dizer que mesmo estando bem, (e de fato estava) sentia saudades, que o toque dele se fazia necessário, que a voz, o sussurro, que o sexo, que o gosto da porra na minha boca embora ainda presente, se fazia necessária, que o cheiro, ahhhh o cheiro, quantas vezes o vento me trouxe. Mas não me era permitido admitir isso. E se ele soubesse?O que pensaria?As pessoas pensariam que eu estava imergindo e não era isso que queria. Queria que dissessem que eu estava bem, que a sua ausência não era sentida.
Até o fatídico dia que você descobre que o outro teoricamente de fato está bem, e aí o que fazer quando o seu coração está nos pés te impedindo de dar um passo que seja?
Cansei de compactuar com essa mentira, é mais sublime descer, ir ao fundo, ao roda pé do sub solo,Como diria Lays, atravessar a estratosfera e subir ,emergir radiante,com a pele boa um bom sorriso na cara.
Ou, simplesmente não precisar passar por coisa alguma, não precisar ver o mundo cair. Ter um amor por si tão e completamente maior que suplante qualquer paixão. Só acho que essas armaduras devem cair que sentimentos devem ser revelados, amores vividos, uniões desfeitas, novas uniões refeitas. Afinal tudo vai recomeçar todo o amor, toda a dor será revisitada.
Espero não ter sido um tanto quanto exageradamente piegas, mas temo pelas músicas e poemas de amor ( dores de cotovelo)...Temo por mim. O que será de mim, o que será do mundo sem elas?
Dedico:
A todos que amei, em maior ou menor intensidade, mas amei. E isso não é uma despedida, é apenas um agradecimento por terem me feito amar, afinal é bem mais sublime amar que ser amado.
“Chega de mentiras de negar o meu desejo... vou negando as aparências disfarçando a evidencias... só quero ouvir você dizer que sim”.
Somos uma geração que dentre outras coisas mente sobre o que de fato sente. Foi surgindo em nós uma armadura que nos impede de dizer o que de fato sentimos. Nos é sempre aconselhado que omitamos o amor, que não o revelemos, não ao menos por um tempo, pois caso o ser amado saiba, logo agirá de forma diferente. E aí começa o jogo de esconde, esconde.
Nunca fui muito bom nisso e talvez por isso esteja sozinho e que por vezes estive na mão de pessoas (Ou deixei que eles pensassem que estava na mão deles). Quando gosto ou amo, não sei agir racionalmente, muito menos jogar. Não entendo amor como “um jogo de cartas marcadas”, se amo digo logo que amo, que quero, que gosto, que a presença do outro se faz necessária. Mais que isso,escrevo na testa que estou amando,afastando assim qualquer dúvida do ser amado ou de quem pretenda se aproximar de mim. Fico cego, só enxergo um palmo diante de mim quando nesse palmo está quem amo. A dedicação é completa, passo,lavo,cozinho,preparo o ser amado e quando menos espero, ele se vai dizendo que “o sonho/amor acabou e que não da pra ficar” assim mesmo, tipo letra de música dor de cotovelo.(Há quem diga que taurino é isso,prepara a terra para outro semear)
“Ah! Se eu ainda pudesse fingir que te amo”
Mas não acaba por aí,não basta só fingir que não ama,há de fingir-se também que não ama . Simples assim, NÃO AMO MAIS. Aquela pessoa que você conviveu por trezentos anos,comeu,dormiu, roncou, peidou,trepou,chupou,compartilhou músicas,filmes(não necessariamente nessa ordem).Aquela para o qual você jurou amor eterno,dividiu segredos,alegrias,lágrimas, enfim...essa pessoa, de um dia para o outro você não a ama mais, não pode amar mais,se o encontrar na rua convém trocar um educado, sonoro e seco “OI” e nada mais.Se os amigos lhe perguntam como você está ,aí você diz: muito bem, nunca estive tão bem quanto agora.O pior é que suas palavras se tornam ridículas diante da expressão do seu corpo, que a todo o tempo te acusa de mentiroso.E não é só o rubor da bochechas que mais parecem pintadas de carmim que te denunciam não.Seu corpo grita.
Confesso já ter feito isso e por vezes quão ridículo fui. Mas o orgulho me impedia dizer que mesmo estando bem, (e de fato estava) sentia saudades, que o toque dele se fazia necessário, que a voz, o sussurro, que o sexo, que o gosto da porra na minha boca embora ainda presente, se fazia necessária, que o cheiro, ahhhh o cheiro, quantas vezes o vento me trouxe. Mas não me era permitido admitir isso. E se ele soubesse?O que pensaria?As pessoas pensariam que eu estava imergindo e não era isso que queria. Queria que dissessem que eu estava bem, que a sua ausência não era sentida.
Até o fatídico dia que você descobre que o outro teoricamente de fato está bem, e aí o que fazer quando o seu coração está nos pés te impedindo de dar um passo que seja?
Cansei de compactuar com essa mentira, é mais sublime descer, ir ao fundo, ao roda pé do sub solo,Como diria Lays, atravessar a estratosfera e subir ,emergir radiante,com a pele boa um bom sorriso na cara.
Ou, simplesmente não precisar passar por coisa alguma, não precisar ver o mundo cair. Ter um amor por si tão e completamente maior que suplante qualquer paixão. Só acho que essas armaduras devem cair que sentimentos devem ser revelados, amores vividos, uniões desfeitas, novas uniões refeitas. Afinal tudo vai recomeçar todo o amor, toda a dor será revisitada.
Espero não ter sido um tanto quanto exageradamente piegas, mas temo pelas músicas e poemas de amor ( dores de cotovelo)...Temo por mim. O que será de mim, o que será do mundo sem elas?
Dedico:
A todos que amei, em maior ou menor intensidade, mas amei. E isso não é uma despedida, é apenas um agradecimento por terem me feito amar, afinal é bem mais sublime amar que ser amado.
“Chega de mentiras de negar o meu desejo... vou negando as aparências disfarçando a evidencias... só quero ouvir você dizer que sim”.

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