segunda-feira, 23 de março de 2009

Ampulheta


Casa vazia eu sozinho e a minha incapacidade de sair e comprar um
único cigarro que seja. Abro a janela do quarto, lá fora o frio, na praça vazia plantas se agarram a estrutura de concreto como que pedindo para não serem abandonadas, e em troca lhe oferecem flores deixando ainda mais bucólico aquele cenário. Fecho a janela, volto a sala, estou só, pego o celular na esperança de ter alguma ligação ou mensagem de alguém, mas não tem, o mundo me esqueceu.
Teria ele acabado e eu não percebido?
Penso mais uma vez em sair, em comprar um cigarro, depois quem sabe ligaria a vitrola ouviria João Gilberto. Não, logo sou demovido da idéia, me dou conta que a solidão aumentaria e nem uma dose de Martine teria para embriagar-me.
Ligo a TV para não ver você e me ver chorando, na televisão nada de interessante acontece .
O que fazer agora?
Nada.
Somente esperar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário